Inserção da Máscara Laríngea:

 

               

 

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1) Imediatamente antes do uso, desinfle totalmente o manguito da ML contra

uma superfície plana, procurando sempre manter suas bordas lisas e com formato uniforme (cuidado para não formar dobras).

 

 

2) Lubrifique a face posterior da ML com geléia neutra hidrossolúvel

(K-Y®) ou anestésica (Lidocaína).
 


 

 

 

 

 

 

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3) Posicione a cabeça e o pescoço como para uma intubação endotraqueal.

Em alguns casos, um pequeno coxim sob a cabeça facilita estas manobras.

 

4) Segure a ML como se fosse uma caneta.

Com o dedo indicador na junção do manguito e o tubo. 

Mantenha o pescoço fletido e a cabeça estendida com uma mão, enquanto que com a outra,

inicie a passagem da ML, com sua abertura dirigida para FRENTE e o dorso contra os

dentes incisivos do paciente. 

Nesta posição, estando a ML corretamente alinhada, deve se observar uma linha preta ao longo

do tubo, indicando o lado posterior (convexo) da ML.

Esta linha serve de ponto de referência e aponta sempre em direção ao nariz do paciente.

 


 

 

 

5) Ainda segurando como se fosse uma caneta, com o dedo indicador na junção do manguito

e o tubo, pressione sua ponta contra o pálato duro, assegurando que o coxim esteja

aplanado sobre o pálato e sua ponta não esteja dobrada, antes de se introduzir mais a ML.

 

Neste momento, a ML deverá estar quase paralela em relação ao paciente.

É normal que a mandíbula se desloca anteriormente apenas com o movimento de báscula

da cabeça, expondo a cavidade oral. Se necessário, uma tração anterior complementar

da mandíbula pelo próprio anestesista ou assistente, pode facilitar a passagem da ML.


 

 

 

6) Com o dedo indicador ainda mantendo pressão contra o pálato, empurre a ML para baixo,

de preferência em um único movimento rápido e confiante.

Durante este avanço, a pressão da ML tangenciando o pálato e a parede faríngea,

deve ser conservada, evitando contato da ponta da ML com a epiglote, o que poderia traumatizá-la.

Deve-se buscar com esta manobra, inserir a ML o mais profundamente possível na hipofaringe.

 


 

 

 

7) A seguir, sem deslocar a ML de posição, use a mão livre para segurar o tubo, enquanto que simultaneamente, retire o dedo indicador da cavidade oral do paciente.

Ao mesmo  tempo, introduza ainda mais a ML, preferencialmente com um movimento único,

até que se sinta uma resistência elástica.

Neste ponto, a ML deverá estar corretamente posicionada, com seu extremo pressionando

o esfíncter esofágico superior.


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8) Solte a ML, deixando-a totalmente livre.

Infle o manguito com a quantidade de ar recomendada para cada modelo, de acordo com a tabela seguinte:

Volume máximo de ar para isuflar o manguito
 

Tamanho ML

Volume Máximo

no 1

4 ml

no 1,5

7 ml

no 2

10 ml

no 2,5

14 ml

no 3

20 ml

no 4

30 ml

no 5

40 ml

no 6

50 ml

 

 

 

 

 

 

 

 

A PRESSÃO NO MANGUITO PNEUMÁTICO NÃO DEVE ULTRAPASSAR A 60 cm H2O

Normalmente, apenas pouco mais que a metade do volume máximo de ar recomendado

(p/ uma pressão no manguito de até 60 cm H2O) será o suficiente para que não haja escape durante a ventilação.

Durante este enchimento, é normal se observar um retrocesso de 1 a 1,5 cm do tubo devido

a acomodação do coxim da ML sobre as estruturas supra-glóticas.

 

 


 

 

 

 

9) A fixação da ML é semelhante à de um tubo endotraqueal.

 

Um protetor anti-mordedura feito com um pequeno rolo de gaze deve ser colocado entre os dentes lateralmente à ML, de forma a evitar que o paciente morda o tubo da ML.

 

O conjunto: ML e  mordedor, deve ser envolto e fixo por meio de esparadrapo.

Esta fixação simples, permite uma boa estabilidade da ML, evitando que esta gire ou saia

de posição, além de impedir que o paciente a morda durante seu despertar.

 


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